Rio Branco, Acre,





CBF garante Neymar na Copa América e diz ter ‘total confiança’


Técnico teve encontro particular com o atacante e, depois, ficou aliviado com desempenho no treinamento

GLOBO ESPORTE

Tite e Neymar tiveram uma longa conversa antes do treino de domingo, quando se reencontraram após o vazamento da denúncia de estupro feita por uma mulher contra o atacante. Neymar chorou bastante ao comentar o fato. Disse estar cansado de confusões, negou a acusação e, por fim, pediu para participar normalmente do treino, pois o trabalho e a presença dos companheiros lhe fariam bem.

O nível de qualidade apresentado no treino foi o indício mais forte de que a Seleção, ao menos por enquanto, assimilou bem a delicada situação vivida por seu principal jogador.

Foi o segundo encontro privado importante entre técnico e atacante desde o início da preparação para a Copa América. Uma semana antes, Tite havia comunicado Neymar que ele não seria capitão da seleção brasileira durante o torneio, em razão da agressão cometida ao ser provocado por um torcedor, em Paris. Daniel Alves herdou a faixa.

Das duas conversas, o treinador saiu satisfeito. Em sua entrevista coletiva, na manhã de segunda-feira, Tite ressaltou diversas vezes que seus papos com o jogador, quando estão sozinhos, são “leais, verdadeiros e sinceros”.

– Eu tive duas conversas com ele, de cunho particular. Isso é meu e dele. Não tinha mais gente. Nós sabemos o que falamos, não tem meias-verdades. Como aconteceu em relação à capitania e a importância de ele estar agora focado ao trabalho – disse.

Neymar treina no campo observado por Tite, técnico da seleção brasileira — Foto: Lucas Figueiredo/CBF

Abalado pela acusação de estupro, a ponto de ter se defendido com um vídeo nas redes sociais em que expôs conversas e fotos íntimas da mulher, o que o levará a depor na investigação de suposto crime virtual, Neymar desabafou por alguns minutos. Tite escutou pacientemente.

A mesma preocupação que Tite demonstrou diante dos jornalistas, de não fazer julgamentos, ele teve frente a frente com seu atleta. Nem para defender nem condenar. Seu temor, como técnico, era saber se o fato poderia abalar seu desempenho nos treinamentos e, consequentemente, nos amistosos contra Catar e Honduras e na Copa América.

A manifestação do desejo de treinar convenceu Tite. Horas depois, a comissão técnica comemorou o desempenho da atividade, fechada aos jornalistas.

Tanto de Neymar, foco de temor individual, quanto do grupo, que, num primeiro momento, parece ter reagido bem a um problema que, embora a Seleção diga que é pessoal, afeta todos os envolvidos.

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