Rio Branco, Acre,





Segurança tenta prender policial civil acusado de roubo de armas em delegacia


Crime ocorreu em 2018, em Brasileia, envolvendo o agente e um cidadão boliviano que roubaram metralhadores, revólveres e munições

TIÃO MAIA, DO CONTILNET

O sistema de segurança pública do Estado está procurando, com mandado de prisão em aberto, o agente de Polícia Civil, Maicon Cezar Alves dos Santos, 30 anos, foragido desde junho do ano passado, quando foi acusado de envolvimento num roubo de armas na Delegacia de Polícia Civil de Brasileia, município a 244 quilômetros da Capital Rio Branco, na fronteira com a Bolívia. A polícia também procura Luiz Gustavo Ceray de Lima Filho, cidadão boliviano que seria o comparsa do policial no crime. A suspeita é de que ambos estejam escondidos em território boliviano.

Crime ocorreu em 2018/Foto: reprodução

A Justiça acatou denúncia do Ministério Público do Estado do Acre (MPAC), através do promotor Ocimar da Silva Sales Júnior, contra o policial e seu comparsa com a acusação de que os dois foram responsáveis pela subtração de duas submetralhadoras, três carregadores para submetralhadoras, 60 munições intactas .40, uma carabina/fuzil, três carregadores e 60 munições intactas, calibre 5.56 e uma pistola spark eletrochoque, todos pertencentes a Secretaria de Estado de Polícia Civil do Acre. O temor do sistemas de segurança é o arsenal tenha ido parar nas mãos de criminosos que agem na fronteira do Brasil com a Bolívia.

De acordo com a denúncia do promotor, o agente da Polícia Civil, no exercício do cargo na Delegacia de Brasileia, foi responsável por levar o comparsa Luiz Gustavo até a sede e ali mostrou o local no qual estavam guardadas as armas, “ficando estabelecido que, durante a madrugada, seria realizada a subtração”.

“Valendo-se desta facilidade, Luiz adentrou na delegacia e levou parte do arsenal para o Hotel Vitória Régia, que era administrado pelo policial civil Maicon Cesar, ocasião em que as armas foram escondidas no forro de um quarto”, acrescenta o promotor. O Hotel Vitória Régia era arrendado para o policial.

O promotor denuncia também que a culpabilidade do policial foi constada quando ele tentou apagar as pistas capazes de levar aos autores do crime, como as imagens de câmeras que captaram Luiz carregando as armas de fogo até o Hotel Vitória Régia, e induzindo em erro a equipe de investigação. As armas foram ocultadas num corredor estreito, localizado entre o prédio e o muro do referido hotel. “Ficou evidente que Maicon Cesar comandou toda a execução do crime, bem como tentou obstruir a apuração deste crime gravíssimo, apagando os registros de câmeras que captaram imagens do seu comparsa e tentando tirar o foco da investigação realizada pela autoridade policial”, disse o promotor.

Ao ser descoberto, Maicon Cesar fugiu e atualmente encontra-se na condição de foragido da Justiça, com mandado de prisão preventiva aberto. “Mais que a prisão dos acusados, o sistema de segurança quer recuperar as armas subtraídas porque aquele arsenal nas mãos de criminosos é um perigo para a sociedade e para a própria polícia”, disse o secretário de Justiça e Segurança Pública, coronel Paulo Cézar dos Santos.

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