Rio Branco, Acre,





Rio Branco se transforma em canteiro de obras e ibope de Socorro Neri é o melhor dos últimos meses


Com frentes de serviços em toda a cidade, para a recuperação de ruas, Prefeitura começa a calar a boca dos mais críticos

TIÃO MAIA, DO CONTILNET

Socorro Neri

Quem também vem se recuperando a olhos vistos, inclusive por opositores honestos – e não aqueles que fazem oposição simplesmente por fazer – é a prefeita de Rio Branco, Socorro Neri (PSB). Embora ela ainda não fale sobre seu futuro, se será candidata ou não à reeleição, o fato é que está com homens e máquinas nas ruas numa grande operação tapa-buracos e recuperação da cidade, com frentes de trabalho inclusive aos finais de semana. E olhe que o verão nem começou a todo vapor.

É melhor aqueles que pensam em ser candidatos a prefeito de Rio Branco nas próximas eleições, irem se preparando. Não será fácil derrotar a filha da saudosa Adelaide Neri. A atual prefeita de Rio Branco nasceu em berço político, por isso não é uma novata na política, e tem a segunda maior estrutura do estado em suas mãos. Ela sabe mexer bem com as pedras.

Máquinas da prefeitura de Rio Branco estão em vários bairros de Rio Branco/Foto: Wania Pinheiro/ContilNet

Diferentes e iguais

Fisicamente diferentes, ele eram tão iguais que se completavam muito mais que irmãos, amigos ou sócios. Um, moreno, olhos e cabelos negros. O outro, loiro, de olhos verdes. Mas tinham o mesmo biótipo de homens grandes, fortes, donos de mãos enormes – como se a natureza, desta forma, já os preparasse, lá no passado, para o trabalho duro, do futuro. Assim eram os irmãos Francisco Messias Cameli e Orleir, já falecidos. O primeiro, nesta madrugada de sábado (18), e o segundo, em oito de maio de 2013. Tão unidos que praticamente definiram o mesmo mês, com uma diferença de seis anos, da partida deste mundo.

“Chiquinho”, o bonachão

Orleir Cameli fazia o estilo tímido, compenetrado, mais sério, embora fosse um gozador natural quando estava na intimidade dos seus. Já “Chiquinho” Cameli, às vezes também chamado de “Chiquinho Preto’, sem nenhuma conotação racista, talvez apenas para diferenciar de um outro Chiquinho Cameli da família, este um primo, era um bonachão nato. Gozador, contador de piada e de causos nos quais não poupava nem os parentes mais próximos, imagine os amigos.

Eládio, o resignado

Na manhã do dia 9 de maio de 2013, lá na Igreja Nossa Senhora da Glória, em Cruzeiro do Sul, onde o corpo de Orleir Cameli estava sendo velado, era “Chiquinho” que tentava consolar os amigos e parentes fazendo graça, contando suas piadas, disfarçando, talvez, a dor que lhe corroía por dentro face à perda do irmão cuja idade era a mais próxima da sua. Eládio, o irmão caçula, que vem a ser o pai do atual governador do Estado, Gladson Cameli, no mesmo velório, com seu biótipo mais próximo do irmão que estava sendo velado naquele dia, era a dor em pessoa. Calado, quieto, triste e resignado.

Os predicados do candidato

O repórter estava lá, naquele dia triste para Cruzeiro do Sul e todo o Acre. Conheci os três irmãos e com eles trabalhei, em 1993, na campanha de Orleir Cameli para a Prefeitura de Cruzeiro do Sul, e depois, em 1995, para o governo do Estado – duas campanhas vitoriosas sobretudo pelos predicados do candidato e não exatamente pela ajuda de assessores. O fato é que a tristeza que se abateu sobre o Acre naquele oito de maio de 2013 se repete nesta madrugada de 18 de maio aqui e em boa parte do Amazonas, além de sua família, com a partida de “Chiquinho” Cameli, em Manaus, cujo sepultamento dar-se-á neste domingo (19), naquela cidade.

O Acre mais pobre

O Juruá e o Acre ficam mais pobres com a perda deste grande empreendedor que foi Francisco Messias Cameli, o “Chiquinho”, que gerou empregos, renda, tanto aqui como no Amazonas e deixa uma história de sucesso, com a marca indelével de que só o trabalho é capaz de causar mobilidade social. Afinal, quem diria que irmãos nascidos num seringal nos arredores de Cruzeiro do Sul, o “Porto Said”, que pouco foram à escola, a segunda geração do libanês Mamed, em pouco mais de 50 anos depois, se tornariam os grandes empresários da Amazônia¿

Força, Eládio! Força, Gladson!

Com essa perda, fica apenas Eládio Cameli a consolar dona Marieta, a mãe dos três, que passa a ser agora o líder e o timoneiro de uma família que tem a responsabilidade de empurrar o Acre e sua gente para os trilhos do desenvolvimento através de um de seus membros, o governador Gladson Cameli. Com o sentimento de gratidão por tudo o que esta família já fez pelo Acre e que esperamos que se materialize também em políticas públicas através de um segundo Cameli governador, a todos nós, do ContilNet, só resta nos solidarizar com a dor dos familiares e amigos e rogar que o Criador receba “Chiquinho” Cameli e o acomode junto a seu irmão querido Orleir.

Aos que ficam, nossos sentimentos. Força. Eládio! Força, Gladson Cameli.

Bené Damasceno

Mudando de assunto. O prefeito de Porto Acre, Bené Damasceno (Pros) entregou, neste sábado (18), na comunidade da Vila Caquetá, uma praça em cujo nome homenageia o morador da localidade José Passarini, pioneiro, patriarca e fundador da região. Além de uma bela praça, foi inaugurada também uma quadra poliesportiva.

A inauguração mostra que Bené Damasceno, apesar do bombardeiro sofrido nos primeiros dois anos do mandato, está se recuperando e deve ser candidato à reeleição.

Ariosto Miguéis

Quem vem chamando a atenção nos últimos e não exatamente por atividades políticos é o velho militante Ariosto Pires Miguéis, um combativo ex-deputado estadual do MDB e um dos políticos mais antigos em atuação no Acre. Ele chama atenção com publicações de trechos do que deve ser um livro contando o que ele conhece do Acre, dos casos no Segundo Distrito da cidade, onde nasceu e vive até hoje, com seus mais de 80 anos. Bem escrito e com a narrativa de fatos que ainda povoam a memória dos mais antigos da cidade, o livro deve chegar em boa hora.

Intervenção na telecomunicação

Pilotada pelo conselheiro Aníbal Diniz, o ex-secretário de comunicação do Governo do Acre e cujo mandato vai até novembro de 2019, Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) acaba de anunciar uma série de intervenções no mercado de atacado de telecomunicações – formado por grandes redes de tráfego, por onde passam informações e dados dos serviços (como a voz em uma ligação ou uma mensagem de e-mail).

Redução de preços

As medidas, previstas no Plano Geral de Metas de Competição (PGMC), visam favorecer a competição na oferta de serviços em 3.909 municípios com pouca ou nenhuma competição no setor, incluindo o Acre. Conforme estabelecido, as grandes empresas – como Oi e Telefônica, na telefonia fixa; e Vivo, Claro, TIM e Oi na telefonia celular – terão que disponibilizar para os pequenos provedores de serviços de telecomunicação acessos a dutos de cabeamento, roaming nacional, troca de dados em alta capacidade e interconexão telefônica. Isso pode resultar na redução de preços.

Doenças raras

Ainda sobre Brasília, deve ir à votação no Senado, na Comissão de Assuntos Sociais (CAS), nesta quarta-feira (22), projetos que beneficiam pessoas com doenças raras. Um dos textos permite a portadores dessas doenças o saque do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). O projeto é de autoria do senador Romário (Pode-RJ) e inclui entre essas hipóteses de doença grave, incapacitante ou rara; doença que demande cuidados permanentes ou de alto custo; doença que necessite de tratamento multidisciplinar; doença ou condição que dispense carência para concessão de auxílio-doença e aposentadoria por invalidez; e doença ou condição que motive isenção do Imposto de Renda.

CPI da Energisa

Por aqui, na semana que vem, quem volta ao debate, na Assembleia Legislativa, é a CPI da Energisa. Com o presidente e o relator da definidos – o presidente será o deputado Daniel Zen (PT), e o relator, Cadimiel Bonfim (PSDB) – os demais cargos serão montados e a partir daí, já na quarta-feira (22), a CPI começa a andar.

Banco 24 horas em Cruzeiro

A pouca vergonha do serviço bancário em Cruzeiro do Sul, a segunda maior cidade do acre, onde até o Banco do Brasil presta um desserviço à população, deve mudar. O deputado estadual Luiz Gonzaga (PSDB) resolveu comprar a briga e, além de emparedar o Banco do Brasil, por deixar os caixas eletrônicos sem funcionar por dias, ele vai pedir a instalação de uma agência de bancos 24 horas para a cidade.

Ufac fecha em julho

Por fim, a reitora da Universidade federal do Acre, a nossa gloriosa Ufac, Guida Aquino, desembarcou em Rio Branco neste sábado (18) com uma informação de fazer doer o coração dos acreanos: se não houver mudanças em relação aos cortes ou contingenciamento nas verbas para a educação, conforme já anunciado pelo governo de Jair Bolsonaro, a instituição só funciona até o mês de julho. O segundo semestre do ano letivo já entraria no pau.

De muda

A deputada estadual Maria Antônia e seu marido, o ex-prefeito Francisco Amorim “Deda’, cuja base eleitoral é Rodrigues Alves, no Juruá, parecem mesmo dispostos a transferir e apostar politicamente tudo no Vale do Acre. Aproveitando-se do fato e que Maria Antônia é natural do Alto Acre, mais precisamente de Brasiléia, “Deda”, que é o mentor político da mulher, vem buscando apoio de vereadores da região.

Ciumeira no Juruá

“Deda” acaba de se reunir – e sem a presença da deputada – com duas vereadoras de Assis Brasil, Cláudia Gomes, presidente da Câmara, e a primeira secretária, Gilda Almeida. O encontro foi em Rio Branco. As duas podem se filiar ao Pros e reforçar as bases de Maria Antônia no Alto Acre. Em Rodrigues Alves, já há quem tenha ciúmes.

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