Rio Branco, Acre,





Quando a maternidade salva: Daniele Maia está vencendo o câncer por amor ao filho


“Quando eu estava com cinco meses de gravidez senti um caroço no meu seio e descobri que estava com câncer de mama."

LAMLID NOBRE, DO CONTILNET

Se enfrentar o câncer uma vez na vida é algo terrível, enfrentá-lo duas vezes pode ser devastador. No caso da secretária executiva, Daniele Maia, de 29 anos, a maternidade fez toda a diferença na superação da doença que ela e a família estão enfrentando pela segunda vez

Daniele com o filho Oliver na quimioterapia./Foto: Cedida

Na primeira, infelizmente, ela perdeu a luta. Seu primeiro filho, ainda bebê, morreu em decorrência de um câncer. “Leonardo nasceu saudável, mas com um ano e nove meses senti um caroço na barriga dele e rapidamente fomos investigar, então descobrimos que se tratava de um neuroblastoma. Nosso mundo desmoronou, pois tínhamos planejado engravidar, tínhamos sonhado com um filho. Mas mesmo diante dessa circunstância fomos à luta, pois é isso que mães e pais fazem pelos filhos, o possível e o impossível. Deixamos tudo e fizemos tratamento com ele fora do estado, mas infelizmente quando estava próximo de acabar o tratamento ele faleceu.”, relata Daniele.

Antes de engravidar de Leonardo, ela teve que superar o trauma de ter sofrido um aborto espontâneo de uma gravidez no terceiro mês de gestação. “Depois de muitos médicos me explicarem que é meio ‘normal’ isso acontecer na primeira tentativa de engravidar, no ano seguinte tentei novamente e enfim tinha realizado meu sonho”, fala, referindo-se ao filho Leonardo que morreu de câncer com um ano de nove meses.

Passados os dois momentos, provavelmente os mais difíceis de sua história, Daniele e o marido demoraram dois anos até decidirem tentar uma nova gravidez. “Ainda tinha muitos medos, insegurança, mas 2018 descobri a gravidez, era um menino, o Oliver. Fiquei radiante de alegria, de gratidão, porque agora seria diferente, havia chegado a hora de ser feliz! De ser mãe! De ser Mãe na forma mais completa de ser.”, diz emocionada.

Fazendo quimioterapia ainda grávida./Foto: Cedida

Câncer na gravidez

No entanto, como se já não bastasse o que tinha passado, eis que mais uma vez, Daniele e sua família se deparam novamente com o desafio de superar a terrível doença. “Quando eu estava com cinco meses de gravidez senti um caroço no meu seio e descobri que estava com câncer de mama. Mais uma vez meu mundo foi por água abaixo, desmoronou, acabou. Cheguei ao médico com muitas dúvidas, com muitos medos, medo de perder meu bebê, medo de não conseguir ser mãe.”, conta.

Daniele lembra que, devido à gravidez não poderia viajar fazer tratamento fora, então começou a fazer quimioterapia ainda grávida, durante os últimos meses de gestação. . “Foram 3 meses de quimioterapia e gravidez, mas graças a Deus, tenho uma equipe médica excelente, que me tranquilizaram, que me passaram confiança. Então Oliver nasceu saudável.”, comemora.

Mesmo ainda precisando continuar, nos dias de hoje o tratamento oncológico, Daniele garante que o sentimento é diferente e atribui sua força e cura á maternidade. “Não sei explicar, mas é que tenho um serzinho que precisa de mim, que depende de mim. Sempre falo que o Oliver chegou para salvar minha vida e de fato é isso mesmo. Chegou para salvar minha vida em todas as áreas. Meu maior prazer é ter ele em meus braços. Poder ver que em meio a tantas batalhas, tantas provações, Deus se fez presente sobre a minha gravidez e sobre a vida do meu filho. E hoje eu posso cuidar dele, protegê-lo e o melhor de tudo, hoje eu posso amar meu filho. É um amor que eu não vou conseguir explicar nunca. Acho que não tem explicação. Poder ser mãe é minha maior felicidade, com toda convicção eu afirmo que não há nada mais lindo, mais divino que a maternidade.”, finalizou.

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