Rio Branco, Acre,





Ana Paula Cameli fala sobre maternidade, vida pública e desafios: “amor e responsabilidade”


"Hoje vejo o quanto estou responsável, não apenas por minha família, mas pelas famílias de nosso Acre", destacou a primeira-dama

EVERTON DAMASCENO, DO CONTILNET

O mês de maio, oficialmente destinado à comemoração do Dia das Mães, traz muitas emoções, histórias marcantes e reflexões. Para falar sobre a experiência que envolve amor, dedicação e entrega, a prima-dama do estado, Ana Paula Cameli, foi a convidada da semana para uma entrevista ao ContilNet.

Ana Paula, além de esposa do atual governador do Acre, Gladson Cameli, é advogada especializada em Direito Público e mãe do pequeno Guilherme Correia Cameli, de 5 anos.

“É meu companheiro pois, depois que ele nasceu nunca mais fiquei sozinha”/Foto: Cedida ao ContilNet

Ao responder as perguntas de forma descontraída e sem formalidades, Ana Paula explicou que antes de conceber Guilherme, já tentava ser mãe há pelos menos quatro anos. A advogada disse que a descoberta trouxe gritos de alegria, choro e “muita tremedeira”.

“Abri o exame tremendo e quando vi o resultado positivo, choramos e gritamos lá mesmo no laboratório e as pessoas nos olharam assustadas. Nem sei descrever aquela alegria”, comentou.

“Gladson e Guilherme me apoiam”/Foto: Cedida ao ContilNet

Rompendo os estereótipos que cercam a vida materna, a mãe de Guilherme disse que como qualquer outra mulher, sente cansaço e entende que a condição, embora traga “um amor sem descrição”, também acarreta exigências, obrigações e expectativas externas. “Não me importo com a cobrança, mas ela está aí”, frisou.

À reportagem, a primeira-dama falou sobre a rotina do filho, como concilia o trabalho com a maternidade e destacou os esforços frente ao cargo no executivo para garantir a efetividade de políticas públicas às mães acreanas.

“E minha prioridade são mães, filhos e famílias de todo o Acre”, enfatizou.

CONFIRA NA ÍNTEGRA A ENTREVISTA:

Como foi descobrir a maternidade?

Não tenho dúvidas que o nascimento do meu filho foi o dia mais feliz da minha vida. Já havíamos tentando por algum tempo, mais ou menos uns quatro anos. Já me via triste e com poucas esperanças. Mas, Deus me abençoou com o dom da maternidade e sou muito grata por isso. Lembro que chamei a Silvania Pinheiro para ir buscar o exame comigo, pois estava muito nervosa. Abri o exame tremendo e quando vi o resultado positivo, choramos e gritamos lá mesmo no laboratório e as pessoas nos olharam assustadas. Nem sei descrever aquela alegria.

Como é ser mãe do Guilherme?

Ser mãe do Guilherme é a melhor coisa do mundo. Somos muito ligados. Por conta das viagens do pai a trabalho, acho que nossa relação se estreitou muito mais. É meu companheiro pois, depois que ele nasceu nunca mais fiquei sozinha.

“Me sinto coparticipante direta das ações do Governo”/Foto: Cedida ao ContilNet

Dividir-se entre a maternidade, o cargo que exerce e as demais atividades, é difícil?

Ás vezes fico cansada como qualquer mãe que trabalha, vai ás compras, administra o lar. Acredito que em todas as gerações as mulheres tiveram demandas diferentes. Cada uma em sua época. Hoje temos acesso a muito mais informação e somos cobradas como mães, esposas e profissionais. Não me importo com a cobrança, mas ela está aí. É uma marca deste tempo. Sei conciliar todas as coisas, mas não posso dizer que considero fácil. Deus me abençoou com uma figura única em nossas vidas: a Nágila! Ela me ajuda a cuidar do Gui desde que ele tinha três meses. Qualquer pessoa, que uma mãe possa confiar seu filho, traz paz para o dia-a-dia.

Ser mãe influencia o “status” de primeira-dama? A forma como conduz o cargo tem esse toque?

Não se trata de “status”, mas de responsabilidade. A maravilha de ser mãe nos faz melhores como filhas, como pessoas. Sempre conduzi a vida buscando sabedoria e empatia. Como disse, me sinto coparticipante direta das ações do Governo. Então, existe naturalmente, uma nova forma de ver a vida. Hoje vejo o quanto estou responsável, não apenas por minha família, mas pelas famílias de nosso Acre.

Você, como esposa de Gladson Cameli e participante da equipe do governo, pretende atuar de que forma na luta pelos direitos das mulheres e auxiliar na garantia de políticas públicas para as mães do estado?

Desde que Gladson assumiu o Estado, com tantos problemas, me coloquei à disposição para ajudar. E minha prioridade são mães, filhos, famílias de todo o Acre. Já estamos coordenando projetos voltados para o cuidado e segurança de nossas mulheres. Breve lançaremos o Projeto Afeto Acre – Ação Social. Dentro dele há diversos subprojetos para saúde bucal das crianças, ações voltadas para famílias em situação de pobreza, conscientização sobre autismo e outros temas, apoio às atividade de combate a desnutrição infantil na cidade, áreas rurais e indígenas, capacitação de nossas mulheres e muito mais. Trabalho é o que não falta. Gladson e Guilherme me apoiam, por isso sei de uma coisa: juntos vamos conseguir.

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