Rio Branco, Acre,





“Se Jesus pregasse no Brasil de hoje, certamente seria morto no outro dia”, diz Padre Mássimo


Mássimo aproveitou o momento para fazer uma crítica ao neoliberalismo

EVERTON DAMASCENO, DO CONTILNET

Conhecido em todo o estado pelas declarações polêmicas, o pároco da Igreja Matriz Nossa Senhora de Nazaré em Rio Branco, Mássimo Lombardi, falou à reportagem do ContilNet nesta quinta-feira (18) sobre o verdadeiro sentido da Semana Santa para os fieis católicos.

Para o padre, o período que inicia no Domingo de Ramos e finaliza no Domingo de Páscoa, é uma tradição religiosa que celebra a Paixão, a Morte e a ressurreição de Jesus Cristo, entendendo que a reflexão a respeito da entrega do Filho de Deus pelos pecados do mundo, é o que está por trás do tempo litúrgico, principalmente.

“A Semana Santa é a celebração da Paixão, Morte e Ressurreição de Cristo e, mais do que isso, é o interesse e o respeito dos cristãos católicos pela entrega do Filho de Deus, que em toda sua história revelou humildade, amor ao próximo e compromisso com a paz”, explicou.

Ao longo da entrevista, Mássimo também enfatizou a importância de resgatar a paz interior para tornar o mundo um lugar melhor, inclusive no combate contra todos os tipos de violência e contra à corrupção.

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“Jesus não apoia violência, corrupção, censura e as riquezas que tomam o coração”, disse o padre/Foto: Reprodução

“O período nos faz parar para pensar sobre a paz que Jesus trouxe ao mundo, embora tenha sido violentado, mostrando que em meio às adversidades, a única coisa que pode mudar um cenário caótico, é a paz. O combate contra à violência e contra à corrupção, depende da paz que deve existir nos nossos corações”, enfatizou.

O religioso disse ainda que se Jesus estivesse no mundo, especificamente no Brasil, nos dias atuais, seria morto da mesma forma, porque não compactua com violência, corrupção, censura e ficaria ao lado dos mais pobres e vulneráveis.

“Jesus, como não apoia violência, corrupção, censura e as riquezas que tomam o coração, seria morto caso estivesse pregando no Brasil, durante esse momento crítico que vivemos. Ele é a favor dos mais pobres, da liberdade que garante as diferentes expressões e não tolera mentiras, hipocrisias e os roubos que são comuns no país”, comentou.

Mássimo aproveitou o momento para fazer uma crítica ao neoliberalismo (que defende a absoluta liberdade de mercado e uma restrição à intervenção estatal sobre a economia, só devendo esta ocorrer em setores imprescindíveis e ainda assim num grau mínimo), que considerou ser um “desastre”, quando afirmou que os interesses financeiros no mundo estão acima da empatia e da consideração pelos mais necessitados.

“Nosso Deus não suporta essa nova ideologia de neoliberalismo que está ganhando força no mundo, que reforça o egoísmo, que não está para os mais pobres, para os humildes. A maioria dos países está a favor de uma oligarquía”, acrescentou.

O padre finalizou a entrevista dizendo que a esperança e a fé devem prevaler.

“Não há outra forma de vencer o mau, se não buscarmos a fé e a esperança”, finalizou.

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