Rio Branco, Acre,





Polícia do Peru encontra menores indígenas desaparecidos na fronteira com Brasil


Ministro peruano diz que as crianças são da família de um líder indígena assassinado em 2014. Autoridades acreditam que os menores se separaram da mãe 'em um descuido'.

G1

A polícia do Peru encontrou os quatro menores indígenas da etnia ashaninka que estavam desaparecidos havia sete dias na fronteira com o Brasil, no estado do Acre. A informação é do Ministério do Interior peruano, desta terça-feira (16).

“As quatro crianças ashaninkas desaparecidas foram encontradas sãs e salvas, perto da fronteira com o Brasil”, disse o ministro do Interior, Carlos Morán, à rádio RPP.

Crianças que sumiram são da aldeia Ashaninka, do lado peruano/Foto: Divulgação prefeitura de Marechal Thaumaturgo

Os menores – de 5, 6, 8 e 14 anos – vão passar por avaliação médica na cidade de Pucallpa, na Amazônia peruana. De acordo com o ministro Morán, eles foram encontrados com um quadro de desidratação. As buscas mobilizaram policiais e equipes da Marinha do Peru.

“O conhecimento da área permitiu a essas crianças sobreviverem em condições difíceis para qualquer pessoa”, destacou o ministro.

Filhos e sobrinhos de líder assassinado

Morán disse que dois dos menores são filhos, e dois, sobrinhos, de Leoncio Quinticima. Ele é um dos três líderes ashaninkas assassinados em 2014 por madeireiros ilegais.

“Eles se perderam quando vinham com seus familiares do Brasil para o Peru”, relatou Morán.

De acordo com o presidente da Federação da Comunidades Nativas de Ucayali (Feconau), Roberto Guimarães, que fez a denúncia do desaparecimento, a comunidade suspeitava que os menores tivessem sido sequestrados por madeireiros ilegais.

Segundo Guimarães, na hora do desaparecimento, os menores estavam com a mãe, Lita Rojas. Ele diz que, de repente, “em um descuido, os meninos sumiram”.

Quem são os ashaninkas?

Os ashaninkas, uma etnia integrada por mais de 80 mil pessoas, habitam a selva central e o sudeste do Peru. Suas comunidades estão situadas em grande parte do Vale dos Rios Apurímac, Ene e Mantaro (Vraem), uma região “cocalera” sob controle militar, devido à presença do narcotráfico e do grupo Sendero Luminoso.

Entre 1986 e 1996, os ashaninkas estiveram no meio do fogo cruzado entre essa guerrilha maoísta e as forças de segurança.

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