Rio Branco, Acre,





Pelo menos dez mil pessoas participam de procissão e de encenação da crucificação em Rio Branco


Padre Máximo Lombardi diz que evento leva a sociedade a refletir sobre a violência e a exclusão no mundo, o que dificulta a aplicação do que Jesus ensinou à humanidade

TIÃO MAIA E SAIMON MARTINS, DO CONTILNET

A crucificação da Jesus Cristo, um dos eventos mais emblemáticos do catolicismo e lembrado anualmente pela Igreja Católica, foi mais uma vez encenado na esplanada do Palácio Rio Branco, em Rio Branco (AC), após uma procissão pelas principais ruas do centro da Capital. Pelo menos dez mil pessoas participaram da procissão, nas contas da Igreja local.

Celebração foi presidida pelo padre Máximo Lombardi/Foto: ContilNet

Padre Máximo diz que a data de hoje sirva para a reflexão de toda a sociedade/Foto: ContilNet

A celebração foi presidida pelo padre Máximo Lombardi, vigário geral da Catedral Nossa Senhora de Nazaré. “Hoje, comemoramos a morte de Jesus. Isso toca o coração de todos nós, que queremos a vida. Jesus veio para nos dar a vida. Só que a ganância humana, as injustiças, a violência e outros problemas acabaram por matar a mensagem e o significado desta morte”, disse Padre Máximo.

A encenação acontece todos os anos em frente ao Palácio Rio Branco/Foto: ContilNet

“Esse pessoal ganancioso e violento também quer acabar com os justos, com as pessoas honestas. Por isso, a morte de Jesus continua sendo uma realidade hoje. Nós queremos que este mundo seja de tranquilidade, de paz, de respeito às minorias. O que há é hoje é desprezo a uns, a exclusão de outros, enquanto nós, católicos, queremos uma sociedade de paz conforme Jesus veio nos ensinar”, acrescentou.

Pelo menos dez mil pessoas participam de procissão/Foto: ContilNet

De acordo com o padre, a expectativa da Igreja é que a data de hoje, com as encenações do sofrimento e paixão de Jesus Cristo, sirva para a reflexão de toda a sociedade. “No mundo de hoje, há muita violência e muita exclusão, uma “sociedade do fogo contra o fogo”, inclusive no Acre. “Aqui, uma facção contra outra, um partido contra o outro. Nós não podemos continuar vivendo assim”, disse.

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