Rio Branco, Acre,





“Mais do que fazer o jejum da carne é preciso praticar a caridade e a oração”, diz diácono


"O mais importante é que o ser humano reconheça a presença de Deus nas suas atitudes e a prática da abstinência da carne deve dar frutos "

LAMLID NOBRE, DO CONTILNET

Além da abstenção do consumo alimentar de carne durante a Semana Santa, especialmente na Sexta-feira da Paixão, a prática cristã pressupõe oração e caridade. O diácono permanente da Diocese de Rio Branco, Antônio Crispim, que também é coordenador da Pastoral Familiar, enfatiza que as três ações são interligadas e uma não existe sem a outra.

“Jejum e abstinência de carne acontecem principalmente em dois dias da Quaresma: na Quarta-feira de Cinzas, que é o início [do período de 40 dias que antecedem a Páscoa] e na Sexta-feira da Paixão. Os motivos indicam que a Igreja, os praticantes do cristianismo que seguem a tradição apostólica, os ensinamentos dos padres e as sagradas escrituras, estamos entrando em um tempo alto de penitência onde praticamos oração, caridade e jejum. Não existe jejum sem caridade, não existe caridade sem oração e não existe jejum sem oração. Toda essa pratica está ligada à vida, à paixão, à morte e a ressuRreição de nosso senhor Jesus Cristo, nosso Salvador.”, explicou.

Antônio Crispim, diácono permanente da Diocese de Rio Branco/Foto: arquivo pessoal

Crispim explica que abstinência de carne é também “um sinal de despojamento daquilo que humanamente, fisicamente, fortalece o corpo para nos dedicarmos a uma causa maior que é a escuta da Palavra de Deus, a conversão e a mudança de vida para melhor.”, destacou.

O diácono enfatiza, porém, que a práticas das leis contidas no código canônico da igreja deve ser para o bem. “Existe a determinação que todo cristão praticante, que conhece as normas e as leis que regem a Santa Mãe Igreja, que são leis sagradas, faça um bom uso dessa leis para seu benefício e também em benefício de toda a humanidade.”, acrescentou.

Sobre a possibilidade de a igreja liberar os fiéis para o consumo de outras proteínas, até mesmo carne, devido a circunstâncias adversas que dificultem a manutenção da tradição, o diácono esclarece que “Tudo é de acordo para o bem comum, para a salvação e de acordo com a realidade. Imagine de em uma determinada cidade estiver acontecendo algum tipo de problema de envenenamento de peixes por contaminação dos rios, por exemplo. Então existe um conjunto de elementos que determinam as práticas e a igreja tem liberdade para isso. Por isso cada diocese tem seu pastor. O bispo, que é quem, no caso, que pode orientar e se manifestar para que façam essa ou aquela manifestação.”, lembrou.

Crispim pondera que a Igreja caminha dentro de uma liberdade que ajuda a crescer espiritualmente. “Em momentos de crises sociais, econômicas ou fenômenos naturais, a Igreja, através de suas lideranças, pode orientar para o bem e a salvação o uso alimentar de outros alimentos sim porque a liberdade a que me refiro, é uma liberdade que liberta. O mais importante é que o ser humano reconheça a presença de Deus nas suas atitudes e a prática da abstinência da carne deve dar frutos e resultados para quem pratica e para quem está próximo.”, concluiu.

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