Rio Branco, Acre,





Ao ser exonerado, Raphael Bastos diz que foi vítima de “fogo amigo” e sai de cabeça erguida


"Não foram nada fáceis esses dias e pago o preço hoje por ser uma pessoa de posição, caráter, e leal aos meus amigos de jornada política."

LAMLID NOBRE, DO CONTILNET

Indicado para a Secretaria de Planejamento do Estado (Seplan) pelo deputado federal Alan Rick (DEM-AC), Raphael Bastos ao ser exonerado do cargo nesta quarta-feira (24) declarou, por meio de nota, que foi vítima de “fogo amigo” e que não esperava que o governador Gladson Cameli (Progressistas) tomasse essa decisão.

“Sobre minha possível exoneração do cargo […] achava que se tratava de mais um ataque – muito comum até aqui – de nossos “aliados”, o chamado ‘fogo amigo’, que vem me acompanhando durante esses 114 dias no governo, de modo que não acreditei que o fato viesse a se concretizar.”, escreveu acrescentando ainda que ficou surpreso ao ler o decreto de sua exoneração no Diário Oficial.

Raphael Bastos foi exonerado do cargo nesta quarta e disse ter ficado surpreso/Foto: reprodução

Bastos declarou que enfrenta dificuldades desde a campanha. “Para traduzir o sentimento gerado é preciso analisar e saber de fatos que ocorreram durante todo processo político ainda durante a campanha, passando pelo processo de transição e principalmente após início do governo. Não foram nada fáceis esses dias e pago o preço hoje por ser uma pessoa de posição, caráter, e leal aos meus amigos de jornada política.”, destacou.

Lamentando a forma como se deu sua saída do governo, segundo ele “orquestrada”, Raphael Bastos declarou também que “ a luta pelo Acre não é a motivação de todos que compõe o processo político e este Governo” e que estes fazem “da política um meio de vida e não um instrumento de mudança social e econômico que, principalmente, beneficie a sociedade.”, o que ele classifica de sentimento “pequeno e mesquinho”.

A nota na íntegra:

Minha Posição Oficial Sobre a Minha Repentina Exoneração!

No dia de ontem, 23 de abril, fui questionado pela imprensa sobre minha possível exoneração do cargo de Secretário de Estado de Planejamento e confesso que fiquei surpreso com o questionamento, pois achava que se tratava de mais um ataque – muito comum até aqui – de nossos “aliados” no Governo, o chamado “fogo amigo”, que vem me acompanhando durante esses 114 dias no governo, de modo que não acreditei que o fato viesse a se concretizar.

Entretanto, ao acordar nesta manhã, li no diário oficial o decreto que coloca fim à minha missão em tentar ajudar não somente este Governo, mas o meu Estado, onde nasci, constituí família e com o qual gostaria de contribuir para que os acreanos tivessem dias melhores.

Para traduzir o sentimento gerado nesta exoneração é preciso analisar e saber de fatos que ocorreram durante todo processo político ainda durante a campanha, passando pelo processo de transição e principalmente após início do governo.

Não foram nada fáceis esses dias e pago o preço hoje por ser uma pessoa de posição, caráter, e leal aos meus amigos de jornada política.

Construímos no DEMOCRATAS um sentimento de união por um Acre melhor, que nos levou a eleição do 3º Deputado Federal mais votado no pleito 2018 e ainda com uma perspectiva do projeto em que, até aqui, acreditávamos e que apoiávamos.

Porém, fica explícito que essa luta pelo Acre não é a motivação de todos que compõe o processo político e este Governo.

Mesmo após a saída do campo da oposição para ser “situação”, muitos continuaram a agir simplesmente de forma individual, sem um olhar para o coletivo, característica que demonstra o sentimento pequeno e mesquinho de fazer da política um meio de vida e não um instrumento de mudança social e econômico que, principalmente, beneficie a sociedade.

Lamento muito a forma com que foi orquestrada a minha saída e, principalmente, por tomar conhecimento do fato por meio da imprensa, mas acredito que nem um “inimigo” deveria ter recebido tal tratamento.

Esperei do Governador, por quem tenho profundo respeito, uma atitude diferente, mas em face da nova realidade, desejo-lhe muita sorte e sucesso, pois a missão dele é muito difícil: fazer um Governo produzir com tantas “amarras” e “freios”, onde o medo de errar tem sido infinitamente maior do que a vontade de acertar.

Encerro dizendo que sairei sim de cabeça erguida e com coração em Paz. Contribui durante 114 dias para a melhoria do meu Estado e mesmo contra tudo e todos tenho certeza que deixei um legado na vida de alguns amigos que tive o privilégio de conhecer nessa missão.

O sonho de dias melhores no nosso Estado não acabou e irei encampar essa batalha agora em outra posição.

Meu sentimento hoje se traduz nesse versículo:

“Combati o bom combate, acabei a carreira, guardei a fé.”
2 Timóteo 4:7

 

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