Rio Branco, Acre,





PV entra em guerra com militantes ligados a Calegário e começa haver desfiliações


Chefe do gabinete do deputado, Rodrigo Fernandes, é um dos primeiros a sair e isso deverá abrir caminho para o rompimento do próprio parlamentar com a sigla

TIÃO MAIA, PARA O CONTILNET

Uma ranheta briga de bastidores dentro do outrora pacifista Partido Verde (PV) e ao grupo político do único deputado estadual eleito pela sigla em 2018, Fagner Calegário, parlamentar de primeiro mandato, causou a desfiliação de alguns militantes na tarde desta segunda-feira (11). Um dos a pedir desfiliação foi exatamente o chefe de gabinete de Calegário na Assembleia Legislativa, o ativista Rodrigo Fernandes, em carta encaminhada à direção regional. Uma baixa considerável considerando-se que Fernandes é um militante atuante desde que militava nas oposições à Frente Popular do Acre (FPA), como ativista do PSDB (ele é filho do ex-vereador e ex-deputado Donald Fernandes).

“Só fico onde me sinto bem”, disse o ativista ao afirmar que, enquanto a política de direção do PV acreano se comportar como se comporta atualmente, ele não volta. “A vida é longa e a palavra nunca é muito difícil. Como pessoa, a Shirley Torres é uma guerreira, uma mulher admirável. Mas como dirigente partidária, está abaixo da crítica”, acusou.

Fernandes afirmou que uma das principais causas do pedido de sua desfiliação ocorre pela forma como seu chefe, o deputado Calegário, é tratado. Segundo ele, um dos exemplos da descortesia ao parlamentar pode ser dado com a realização do congresso nacional do partido ocorrido este ano no Rio de Janeiro, para o qual Cagário só participou graças ao convite da executiva nacional. “A executiva regional preferiu enviar ao Rio para o congresso pessoas sem nenhuma representatividade”, alegou Rodrigo. “Isso mostra que Calegário é tratado pela executiva regional como pessoa estranha ao Partido”, disse.

Rodrigo Fernandes, PV/Foto: Reprodução

De acordo com o militante em retaliação com a direção regional do PV, Calegário só não deixa a agremiação por imposições legais. “Enquanto ele puder ficar, ele fica. Como eu não tenho obrigações políticas, preferi sair”, disse.

O outro lado – Procurada pela reportagem do ContilNet para falar sobre as críticas a sua administração, a professora Shirley Torres, presidente regional do PV, disse que aparentemente o pessoal ligado ao deputado Calegário não se adequou às diretrizes da agremiação. “Um partido é uma instituição a qual as pessoas só ficam filiadas quando é da sua conveniência”, disse Shirley, chamando a atenção que o tal pessoal ligado a Calegário se resume no máximo a uma ou a duas pessoas.

Shirley Torres/Foto: Reprodução

“O deputado se elegeu pelo PV mas não trouxe praticamente ninguém para o Partido. Foi ele e no máximo mais dois. Esse que está saindo agora reclama de que o deputado não foi prestigiado em relação a uma reunião com o ex-reitor Minoru Kinpara. Eu só tenho a lamentar”, disse a dirigente sobre Rodrigo Fernandes

Ela admitiu que o próximo a sair deve ser o próprio deputado Calegário. “Ele está realmente sem saber o que fazer com convites de vários partidos. Torço que seja feliz”, acrescentou.

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