Rio Branco, Acre,





Projeto que propõe soluções para o Rio Acre e hidrelétrica é apresentado ao senador Marcio Bittar


De acordo com Fonseca, o relatório é resultado de uma prospecção científica do Senge-AC

REDAÇÃO CONTILNET

Em Brasília, o senador Márcio Bittar (MDB) recebeu na manhã desta quarta-feira (13), o presidente do sindicato dos Engenheiros do Acre (Senge-Ac), Tião Fonseca, que apresentou o Projeto Rio Acre com propostas de soluções para os problemas do manancial e uma hidrelétrica nas proximidades de Boca do Acre.

Trata-se de uma preocupação do senador desde a campanha que agora torna-se pauta do seu mandato. “Há anos eu venho dizendo que o maior problema ambiental do nosso estado é o rio Acre. A falta de água no verão, que se nada for feito daqui um tempo vai ter colapso na nossa Capital, na época que chove menos e, ao mesmo tempo, excesso no período de chuva. Não podemos continuar mais 10,20, 50 anos só correndo atrás do prejuízo. Todos nós já sabemos do problema. Então solucionar isso de forma definitiva é a nossa luta. É o nosso desafio”, disse o senador.

Márcio Bittar e Tião Fonseca/Foto: Cedida ao ContilNet

De acordo com Fonseca, o relatório é resultado de uma prospecção científica do Senge-AC. “O senador Márcio Bittar se comprometeu conosco para que trouxéssemos soluções para o Rio Acre, que na cheia alaga as cidades e provoca danos e prejuízos ambientais e no período da seca chega a menos de um metro, se agravando a cada tempo. Se não houver intervenção pode ocorrer problemas como em São Paulo, bairros inundados”, explicou Fonseca, que é engenheiro civil.

São várias as soluções apontadas no relatório. “Uma delas é a necessidade de aprofundar o rio, faltando definir o tipo de barragem de Rio Branco até o Riozinho do Rola ou do Xapuri que são os maiores afluentes do Rio Acre e colaboram com a água que chega a Rio Branco em quase 40% do volume. Fizemos medições nos dois rios e há uma série de questões a se propor. Os meandros do rio se forem cortados para aumentar a velocidade para água correr, há lagos ou lagoas de estabilização que enchem no inverno para soltarem água no verão. Há soluções diversas o que resta saber é qual o remédio correto para ser aplicado no rio, até uma hidrelétrica nas proximidades de Boca do Acre”, propõe.

Indagado sobre os possíveis impactos ambientais da construção de uma hidrelétrica na região, Fonseca disse que “as usinas hidrelétricas da Amazônia, como Jirau, Santo Antônio e Belo Monte são diferentes. Antigamente, Tucuruí e outras, tem grandes área de alagamento, essas não. A turbina é para o leito do rio, então a área de abrangência de alagar é muito menor. Agora isso carece de estudos e é para isso que o senador está aportando recursos, para definirmos tecnicamente tudo isso: questão ambiental, se é viável economicamente para a região. Esta é a etapa do projeto”, disse.

De acordo com o presidente do Senge-Ac a ideia é “definir o que resolve o problema sem desastres ecológicos, sem que pegue a população e tire das suas casas, tenham perdas de produção, garantir a navegabilidade, e outras questões como até o lazer. Haverá uma licitação e estamos assessorando o senador. O Sindicato é parceiro para trazer os participantes do processo licitatório, a entidade é apoiadora do senador, que teve a coragem de pegar o projeto para tocar”, enfatizou.

Márcio Bittar acrescentou que está buscando junto com toda a bancada condições para que neste governo federal, possa haver uma solução para o problema do Rio Acre. “O que eu sei é que tem solução de engenharia para o problema de seca e cheia do rio Acre que é muito mais barata do que os prejuízos desse problema. O primeiro passo foi dado. Temos um recurso de R$ 5,5 milhões para o primeiro momento que é o levantamento das informações para apresentar aos grupos que concorrerão ao processo licitatório e depois tem o projeto e a conclusão das obras”, detalhou.

O senador informou ainda que já defendeu a proposta junto ao ministro do Meio Ambiente que, segundo ele, se mostrou compreensivo. “Ele entendeu essa questão, de nós buscarmos, uma solução definitiva para o Rio Acre”, concluiu.

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