Rio Branco, Acre,





Exigência do Ministério Público pode levar frigoríficos do Acre a fecharem as portas


Decisão ameaça também o fornecimento de carne bovina aos açougues e supermercados

TIÃO MAIA, PARA O CONTILNET

Um drama conhecido dos acreanos e registrado até meados dos anos 80 em todo o Estado, as filas nos açougues que varavam as madrugadas com os consumidores em autênticas operações de guerra para poder comprar carne bovina, pode voltar a ocorrer a partir do dia 31 de março, quando os 17 frigoríficos em atividade no estado poderão fechar suas portas. A causa é uma exigência do Ministério Público do Estado do Acre (MPAC), em obediência um pedido da Câmara Municipal de Sena Madureira, para que os alvarás de funcionamento dos frigoríficos sejam liberados apenas após a contratação, pelo Idaf (Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal do Acre), de médicos veterinários e outros técnicos capazes de inspecionar esses empreendimentos e avaliar suas condições de higiene. A exigência é que sejam contratados no mínimo quatro médicos e seis auxiliares.

O temor dos donos de frigoríficos, segundo manifestações feitas ao ConbtilNet, com pedidos de reservas em relação aos nomes das empresas e de seus proprietários, é a exiguidade de tempo para essas contratações. De acordo com um dos empresários do setor, a responsabilidade pela contratação de pessoal para a fiscalização e a consequente liberação do alvará cabe ao órgão governamental.

Ameaça de fechamento põe em risco empregos de centenas de pessoas/Foto: reprodução

“Mas a gente sabe como o governo é devagar em algumas coisas. A não ser que esses veterinários e outros técnicos sejam contratados através de cargos em comissão”, sugeriu um dos donos de frigoríficos a ser atingido pela medida. “Era assim que funcionava no governo passado. Se esperarmos por um concurso, temos que fechar”, sugeriu.

Cada um dos frigoríficos em atividade no Acre, na Capital e no interior, processa de oito a dez toneladas de carne por dia, gerando, diretamente, 600 empregos nesse setor. Se a decisão for mantida, além da falta de carne na mesa do consumidor, essas pessoas correm o risco de perder o emprego.

Os médicos veterinários Anderson Silva Vasconcelos e José Lucenildo Nery de Lima, respectivamente, gerente de inspeção e coordenador técnico de frigoríficos de bovinos e estabelecimentos de leite e derivados do Idaf, não responderam à reportagem. Lucenildo Neri, que responde pelo Idaf, não atendeu às ligações feitas pela reportagem ao seu telefone celular de número com final 085.

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