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Saúde
30/09/2013 09:30 - Atualizado em 30/09/2013 09:34
Pesquisadores reconhecem novo distúrbio alimentar: exigência excessiva com a comida
A pesquisa foi cuidadosamente construída para descartar doenças como o distúrbio obsessivo-compulsivo ou anorexia e bulimia, por exemplo.

Tem gente que não gosta muito de kiwi. Outros que preferem não tomar refrigerante.


É normal que, na dieta das pessoas, haja alguns alimentos que cada um particularmente não gosta. Mas e quando você escolhe demais o que vai comer, e limita muito a sua dieta?


Bob Krause tem 63 anos e admite que ainda come como uma criança de 4.


Ele gosta de manteiga de amendoim, biscoitos, sanduíches de queijo grelhado, leite com achocolatado e alguma outra coisa. Qualquer refeição muito diferente lhe dá nojo.


Essa situação ajudou a arruinar dois casamentos de Bob, limitar as suas opções de carreira e tornar a maioria das ocasiões sociais fontes de estresse.


Quando esse tipo de comportamento alimentar fica no caminho da vida profissional ou social das pessoas, e se torna um modelo ruim para seus filhos, continua sendo normal?


Pesquisadores acreditam que Bob seja um dos milhares que sofrem de uma doença até então desconhecida: o “distúrbio alimentar seletivo”, que são as pessoas muito exigentes para comida.


Em vez de ter algum alimento que elas preferem evitar, como a maioria das pessoas, as com transtorno alimentar seletivo comem muito poucos alimentos. E não é frescura ou teimosia. Essas pessoas experimentam a comida de forma diferente do resto.


A maioria das pessoas com este transtorno tem muita vergonha do seu repertório limitado de alimentos, e não medem esforços para mantê-lo oculto, seja evitando eventos sociais, ou inventando desculpas para não comer.


Para se ter uma ideia da prevalência do problema, em julho de 2010 os pesquisadores lançaram um registro on-line, incluindo uma longa pesquisa.


Em menos de cinco meses, 7.500 pessoas com o distúrbio alimentar seletivo se registraram, sendo que mais de 11.000 teriam iniciado o inquérito sem concluí-lo.


Os pesquisadores planejam fazer uma análise formal dos dados no próximo ano, mas resultados preliminares sugerem que esse transtorno alimentar é distinto das outras patologias. A pesquisa foi cuidadosamente construída para descartar doenças como o distúrbio obsessivo-compulsivo ou anorexia e bulimia, por exemplo.


Os cientistas ainda não sabem se o distúrbio tem suas raízes na biologia ou na psicologia de uma pessoa. Mas parece haver alguns temas comuns.


Por exemplo, comedores seletivos tendem a gostar de alimentos similares, com ênfase nos suaves e processados.


Eles adoram sal; batatas fritas são uma das favoritas. Bacon é a única carne que muitos deles comem. Frutas, legumes e álcool são desprezados em sua maior parte, com possíveis exceções como cerveja e cenouras cruas.


Teriam essas pessoas um “super paladar”? Ou seja, pessoas que, devido à sua composição genética, provam certos sabores de forma mais aguda do que os outros?


Talvez, mas isso não é suficiente para explicar a seletividade. Afinal, sabores fortes não são necessariamente ruins.


Além disso, a pesquisa sugere que essas pessoas rejeitam alimentos com base em qualidades sensoriais e não pelo gosto: elas não gostam do cheiro e da aparência da maioria das comidas.


Alguns também tendem a associar emoções negativas com a comida. Muitas pessoas relatam ter tido refluxo ácido ou problemas gastrointestinais na infância, por exemplo.


Os pais devem evitar que as crianças façam associações negativas com a comida. As crianças estão em maior risco de se tornarem adultos seletivos demais sempre que o meio ambiente de alimentação é coercitivo ou tenso.


Segundo os especialistas, as refeições em família devem ser divertidas. Elas não são um tempo para discutir, repreender sobre notas, ou reclamar de hábitos alimentares.


E jantar em família deve acontecer regularmente, para a criança observar as pessoas desfrutarem de uma variedade de alimentos, e ser exposta a cheiros diferentes, mesmo que não coma muito. As crianças precisam aprender a lidar com suas preferências.


Bob, no entanto, acha que não há nada que seus pais poderiam ter feito para ajudá-lo. E mesmo interessado em uma cura, é pessimista.


Ele dirige um grupo de apoio on-line para comedores seletivos, e entre os seus 1.700 membros ativos, ele ouviu apenas uma história de sucesso: uma pessoa que foi capaz de expandir seu repertório de comida suficientemente para encontrar algo para comer na maioria dos restaurantes.


Os pesquisadores oferecem tratamento a comedores seletivos. Eles também admitem que não sabem até onde eles podem superar o distúrbio.


Em vez disso, os cientistas se concentram em ajudar as pessoas a superar o constrangimento, e se sentirem no direito às suas próprias preferências.


Segundo os pesquisadores, o componente mais importante é ensinar amigos e familiares que a pessoa não está fazendo isso de propósito.


Somente neste contexto de suporte um comedor seletivo pode se sentir seguro o suficiente para tentar algo novo – sem garantia de que vá gostar, é claro. [LiveScience]


Fonte:

Agência de Notícias ContilNet LTDA


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